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Leito do Rio São Francisco na altura de Pirapora: volume mais baixo pode dificultar captação da água para a cidade

Pirapora/MG - 25/04/2014 A notícia de que a população da ribeirinha Pirapora, no Norte de Minas, pode ficar sem água ao longo do período de estiagem que já se inicia na região apareceu sem muito destaque na cobertura da audiência pública realizada no município, no início do mês. O assunto subiu para a manchete aqui neste sítio em alerta do prefeito de Pirapora, Léo Silveira (PSB), que chamou atenção para o risco de desabastecimento da cidade com a queda na vazão da Barragem de Três Marias, controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). 

A audiência foi realizada pela Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (Cipe São Francisco) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a pedido do deputado Paulo Guedes (PT). 

Pois bem, o assunto rendeu e agora serve de exemplo localizado para os riscos das crises hídrica e de energia que ameaça os brasileiros de vários quadrantes. No caso de Pirapora, a Prefeitura reclama de não ter sido avisada da dimensão do problema e do pouco tempo de que passa a dispor para minimizar os riscos da falta d’água nas torneiras. Reportagem do jornal ‘O Estado de S. Paulo’ diz que a queixa é sobre a forma como o processo foi conduzido na discussão sobre a redução no volume de água que será liberado da barragem de Três Marias para o rio São Francisco. 

"Nossa situação não faz o menor sentido", diz Esmeraldo Ferreira Santos, diretor-presidente do Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto de Pirapora. "A prioridade do uso da água é o abastecimento humano." O município precisa construir a toque de caixa um novo sistema de captação de água. O atual, que se abastece no Rio São Francisco, há cerca de 50 anos, só funciona quando o volume de água do Velho Chico corre acima de 250 metros cúbicos por segundo (m³/s).

Esse volume pode ser regulado pelas comportas da hidrelétrica de Três Marias, a 120 quilômetros rio acima da cidade. Por determinação do ONS, esse volume deve cair para 150 m³/s a partir de 1.º de junho, mas o município diz não ter como cumprir o prazo. O ONS, por sua vez, declarou à prefeitura que precisa tomar a providência para preservar o lago da hidrelétrica.

"Nos avisaram em cima da hora, numa reunião há 30 dias. Eles tinham que nos manter informados, mas do jeito que fizeram foi como dizer: se vira, vai lá e faz", reclama o diretor-presidente do Sistema de Abastecimento local. 

A Prefeitura de Pirapora calcula que vai precisar de R$ 2,4 milhões em investimentos, além do prazo de pelo menos 90 dias para instalar um novo sistema de captação, com bombas, para puxar a água quando ocorrer a redução no volume de água dos atuais 250 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 150 m3/s, como determinou o Operador Nacional do Sistema (ONS).

O tamanho da redução proposta pelo ONS causou estranhamento por uma razão simples: "Em 2001, por causa do racionamento, um momento difícil, ficou estabelecido que o volume mínimo seria de 300 m3/s e nunca pensamos que pudesse cair abaixo disso, mas o ONS avisou que baixaria para 250 m3/s", diz Santos. "Fizemos a nossa parte e interrompemos o abastecimento da cidade duas vezes para reformar e limpar os canais e conseguimos aproveitar um volume menor de água, mas abaixo disso não temos condição de captar a água."

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